on 14:47

Na sexta-feira santa, Jesus é jukgado e condenado pelo tribunal judaico, o Sinédrio, e pelos romanos, na pessoa do Procurador Romano, Pôncio Pilatos. A multidão prefere Barrabás e Pilatos lava as mãos, entregando o inocente. A Paixão de Jesus é para nós cristãos o centro e o ponto final para onde tende todo o sentido da história da humanidade, a hora que Deus pensou desde toda a eternidade, na qual manifestou a sua glória, que é o seu amor, que quer que o pecador se converta e viva; a glória de Deus que quer que o homem viva. Mas a verdadeira vida do do homem está na contemplação desta hora, de que tanto fala o Evangelho de S. João: Deus amou de tal modo o homem… levou até ao fim o seu amor por eles… Chegou a hora! Glorifica, Pai, o teu Nome!... São expressões que encontramos em S. João… Tudo está consumado…

Jesus Cristo santificou-nos com o seu sangue..
Vamos… Saiamos ao seu encontro e, por meio dele, ofereçamos a Deus continuamente um  sacríficio de louvor.

Nós te louvamos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo, Cordeiro imolado por nosso amor.

Do teu Lado aberto brotou água e sangue, símbolos do Baptismo e da Eucaristia

que dão origem e vida à Igreja e nos permitem aproximar-nos do Pai num só Espírito.

Ensina-nos a morrer contigo, para merecermos ressuscitar também contigo na glória;
ensina-nos a imitar a tua obediência e humildade salvadoras;

Ensina-nos a amar-nos uns aos outros com o teu espírito de caridade e a entregar-nos generosamente ao apostolado para que sejam reunidos todos o filhos do Pai,

dispersos pelo mundo.

Amen.

on 16:46

Dia da Eucaristia – paradoxo do amor cristão...



A carta a Diogneto V e VI, um texto do final do século II d.C. fala-nos de modo eloquente sobre este tema: paradoxo significa: contradição, contraste, oposição dos cristãos no mundo, a dimensão pascal de Cristo morto e ressuscitado.

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pelo seu país nem pela sua língua, nem pelas suas roupas. Não habitam em cidades próprias, não falam uma língua extraordinária; não têm uma vida excêntrica. Seguem os costumes locais no vestir, na comida, e na maneira de viver, manifestando, no entanto, o seu estilo próprio de viver, sendo admirados de forma paradoxal, por todos. Participam de todos os assuntos como cidadãos, mas tudo suportam como estrangeiros. Toda a terra estranha é para eles uma pátria e toda a pátria como terra estrangeira. Moram na terra mas são cidadãos do Céu. Obedecem às leis estabelecidas e pela sua maneira de viver sobrepujam as leis. O que a alma é no corpo, os cristãos são-no no mundo. A alma está difundida em todos os membros do corpo tal como os cristãos estão todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo; assim, contudo não é formada do corpo; assim os cristãos habitam no mundo, ma não são do mundo. É tão grande a função com que Deus marcou os cristãos, que não lhes é permitido recusá-la”.

«A Diogneto» sugere-nos deste modo a função dos cristãos no mundo., em que nada lhes é estranho, pois tudo o que o cristão toca onde quer que se encontre tem uma dimensão sacerdotal. Nisto o cristão é alimentado pela eucaristia em que participa, vivendo a sua condição terrena com sabor e força divina!

Também o Vaticano II, na Gaudium et Spes (40 – 45) fazendo uma releitura da relação da Igreja com o mundo, diz que, como fruto da eucaristia, os cristãos vivem no mundo sem serem do mundo, Por isso os seus critéroios de comportamento são diferentes, embora inseridos no tempo em que os cristãos vivem, como peregrinos, numa imanente transcendência, de dupla pertença à cidade terena mas a caminho da cidade celeste. Este é o grande desafio da Igreja que hoje particularmente se reúne para celebrar a ceia Pascal de Jesus. Sentirmo-nos Igreja, presente no mundo peregrina a caminho da meta de olhos posto na fonte de onde procedemos – o Filho de Deus que se fez homem, para num supremo acto de louvor devolver ao Criador a Obra da criação redimida e purificada no seu sangue derramado na cruz

                                                                        Este é verdadeiramente o mysterium fidei  

on 16:25

Hino



Cantem meus lábios a luta

que sobre a cruz me travou;

cantem o nobre triunfo

que no madeiro alcançou

o Redentor do Universo

quando por nós se imolou.

O Criador teve pena

do primitivo casal,

que foi ferido de morte,

comendo o fruto fatal,

e marcou logo outra árvore,

para curar-nos do mal.


Tal ordem foi exigida

na obra da salvação:

cai o inimigo no laço

de sua própria invenção.

Do próprio lenho da morte

Deus fez nascer redenção.

Na plenitude dos tempos,

a hora santa chegou

e, pelo Pai enviado,

nasceu do mundo o autor;

e duma Virgem no seio

a nossa carne tomou.


Seis lustros tendo passado,

cumpriu a sua missão.

Só para ela nascido,

livre se entrega à Paixão.

Na cruz se eleva o Cordeiro,

como perfeita oblação.


Glória e poder à Trindade.

Ao Pai e ao Filho, louvor.

Honra ao Espírito Santo.

Eterna glória ao Senhor,

que nos salvou pela graça

e nos remiu pelo amor.


LH

on 02:54

Com os Anjos  e as crianças aclamemos
o vencedor da morte 

Hossana nas alturas

   
        Insignia triunfal, honrosa e santa,
       Chava do Céu, penhor de eterna glória,
       Que com Jesus da terra nos levanta.

         Sacrário em que ficou viva a memória
         Do imenso amor divino onde se alcança
         De inimigos domésticos vitória.

         Sinal que após dilúvio traz bonança,
         Por quem o mundo novo é reformado
         E se converte o espanto em esperança.

         Ó Cruz, minha saudade e meu cuidado,
         Que sustentar pudeste o doce peso
         Da nossa redenção tão desejado!
                                                          LH

on 02:04

Conhecereis a verdade ... a verdade vos tornará livres (Jo 8,31-42)

Que sentido tem esta frase de S. João?
Não somos nós homens e mulheres livres?  uma nação livre? um povo onde reina a liberdade? Não celebramos nós todos os anos no 25 de Abril o dia da liberdade? Porque precisamos  de conhecer Jesus e a sua verdade para ser livres?
Falta-me alguma coisa para ser verdadeiramente livre? Que dizes de ti mesma?
Bem... Se me olho lá no profundo do meu ser, há alguma coisa a aprisionar-me, a impedir a minha liberdade?
Se quero ser honesta comigo, devo confessar que há muitas coisas umas maiores outras mais pequenas, fios de aço, de corda, de seda, de nylon, que me prendem, que não me deixam voar (medos, preconceitos, desilusões, experiências passadas, relações deprimentes umas, opressivas outras)
Sim tenho de reconhecer que que não é em vão este ensinamento do Evangelho. Só Jesus e a Sua verdade, são verdadeiramente Páscoa libertadora. Só Nele se encontra  a  plena liberdade.
Liberta-me Senhor,
do oportunismo e da hipocrisia,
do egoismo e da indiferença,
das modas e preconceitos,
das forças opressoras,
Sim , eu acredito que foi paraa Liberdade
que Tu, ó Cristo me libertaste.

on 22:11

rapaz da boina

on 21:18

o Meu Caminho Para Esta Quaresma…

on 10:13

O Jornal da Família está a celebrar ao longo de 2010 o seu quinquagésimo  aniversário: 50 anos ao Serviço da Família.
o Acto celebrativo central, vai ter lugar no dia 14 de Março, integrado na celebração do dia do seu Fundador, o Venerável  Servo de Deus, Monsenhor Joaquim Alves Brás, em diversas localidades do Minho ao Algarve.
As celebrações são abertas a toda a gente que esteja interessada em participar, mas convidam-se em particular os assinantes e leitores do Jornal da Família, assim como toda a Família Blasiana.
No contexto do acto celebrativo vai ser lançado um novo livro "Viver com o sabor do infinito" um olhar sobre a Família de Ruan Ambrósio. Trata-se de uma coletânea de temas,  que reune as crónicas do Dr. Ruan escritas e publicadas mensalmente no Jornal da Família. Trata-se de facto de uma  visão da familia olhada de diversos angulos e perspectivas, desde a espiritualidade conjugal e familiar à sexualidade conjugal.

Em Lisboa a celebração vai ter lugar na Igreja e anfitiatro do Coração de Jesus, na Rua Camilo Castelo Branco, perto do Marquês de Pombal e conta do seguinte programa:
14,30h Acolhimento
15.00h Celebração Eucarística 
            - Benção das pastas dos finalistas dos cursos de Animador Social e técnico de Apoio à Infância   
              (escola ASAS)
            -  Animação da Eucaristia com a colaboração de uma turma de crianças do Jardim de Infância do "Botãozinho" Centro de Cooperação Familiar Monsnhor Alves Brás - Carcavelos
16,30h  - Conferência sobre: "Os meios de Comunicação Social" por Dr.Joaquim Pedro Pedro (jornalista da    RTP)
17.00h  Lançamento do Livro : "Viver com o sabor infinito" pelo Dr. Henrique Joaquim , Professor da UCP
17.30h Espaço de animação pelos alunos da escola ASAS

O cantico da misericórdia de Deus

on 02:28


"Passados estes dias sua mulher concebeu e durante cinco meses permaneceu oculta e dizia: Eis o que  fez por mim o  Senhor !... nos dias em que lhe aprouve tirar-me da minha ignomínia entre os homens" (Lc 1, 24-25)
***
"Por aqueles dias Maria pôs -se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha a uma cidade de Judá..Entrada na casa de Zacarias saudou Isabel. Apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo amãe do meu Senhor? Mal a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz aquela que acreditou que teriam cumprimento as palavras do Senhor." (Lc 1, 40-45)

Sim, "o deserto e a terra árida alegrar-se-ão" (Is 35,1):Também para Isabel a idosa parente de Maria, a palavra de Deus se torna aconteciento, e no jardim estéril do seu seio germinarra e crescera uma nova vida.
A gratidão é então como uma delicada flor: Isabel de facto permacera oculta, por pudor, como que para guardar o em segredo a maravilha operada em si, pelo Senhor, o qual se havia dignado retirar-lhe o opróbrio da sua esterelidade. Tal condição era particularmente sentida pela mulhere hebreia como um vexame, uma desonra., também porque privada da possibilidae de ser mãe do Messias esperado.
No encontro com Maria Isabel intui encontrar-se  diante de um grnde mistério de graça.. Então a sua admiração e gratidão extravasam do seu crção.
O gesto que vemos muito esteriotipado - o abraço de Maria e Isabel à entrada da casa de Zacarias - tenta exprimir a própria admiração e expressão de acção de graças.
Isabel sente-se comovida diante de Maria. Depois de uma longa existência que parecia apagar-se na esterelidade, é inundada de alegria e sob a moção do Espírito Santo proclama o canto de benção que passaria a ser  guardada e proclamada nas palavras e nos corações de muitas gerações. "Bendita és tu, entre as mulheres...!"(Lc 1,42)

Eu te agradeço Senhor,
por todas as vezes em que a tua intervençao vivificante encheu de esperança o vazio da  nossa existência.
Desça sobre nós, Senhor,
 o poder criador doteu Espírito
 para tornar fecunda em nós a tua Palavra
e plasmar no segredo do nossso coração a nova criatura,
 capaz de escutar e obedecer,
de amar e servir, capaz de cantar e agradecer,
porque grande é a tua misericórdia, Amen

Obrigada

on 23:59

Obrigada!... é a primeira palavra que se ensina às crianças quando começam a balbociar e a chamar "mãmã" "papá".
É também a primeira palavra que em cada dia e todos os diasdevemos dizer a Deus, nosso bom Pai, por todos os dons.
Obrigada pelo dom da vida, pela beleza da criaçao, pelo  dom daqueles que nos estão próximos e nos querem bem.
Obrigada, sobretudo, pelo dom de Jesus, o nosso doce Salvador, e pelo dom do Espírito Santo, o amor divino que vivifica e santifica toda a criatura.
Toda a nossa existência deveria ser um continuo agradecimento; mas porque sozinhos não sseríamos capazes jesus, o Filho de Deus veio para se dar e Ele mesmo se fez Eucaristia, hino infinito de acção de graças elevado ao Pai, por nós no Amor que é o Espírito.
A gratidão, é a flor mais bela que desabrocha, da semente divina, no coração humano. Por isso a alegria da vida eterna consistirá em estar todos em conjunto e a uma só voz a louvar e agradecer ao Pai, pelo  Filho, no Espírito Santo.

Jesus, bomMestre,
ensina-me a dizer,  "obrigada"
com o ânimo esultante de Maria,
cuja vida foi tecida de gratuidade e gratidão.
"Obrigada" nos ensina a dizer a mãe Igreja,
à qual te confiaste como Eucaristia -perfeita rendição de acção de graças,
a apresentar ao Pai para a nossa salvação
Jesus, bom Mestre tende piedade de nós, ainda tão ingratos,
e não vos canseis nunca de nos esperar para nos conduzires pacientemente
tomando-nos pela mão, ao longo do caminho da gratidão
até que os nossos olos se abram e vejam quanto fizeste por nós.
Tu és a fonte da graça, Tu éso infinito, "obrigada  ó Pai.
Tu que nos manifestates o amor que nos salva e és a plena resposta ao amor.
Jesus bom Mestre, agradece por nós ao Pai, para sempre, na eternidade, Amen